Esse vai ser mais um post que começa com um pedido de desculpas. O sumiço dessa vez tem boas justificativas.
Eu me pergunto se a única forma de eu conseguir parar de comer é receber várias notícias ruins de uma só vez. No fundo, a única coisa boa que anda me acontecendo é estar basicamente de NF há alguns dias. Não é forçado, na verdade sou contra NF. Mas a vontade de comer é zero. Se a dor de cabeça bate eu lembro que é por isso e tomo um iogurte, ou qualquer coisa parecida.
Aliás, sei que estou devendo a dieta da princesa Kate, já achei todas as informações e como é a dieta, mas vou ficar na dívida com vocês. Vou tentar postar na próxima semana ok? Só esperem eu ter cabeça de novo pra isso.
Voltando aos acontecimentos dos últimos dias, sinto que o meu inferno astral resolveu criar uma rede de tragédias pra cima de mim. Não, não é drama nem exagero. A uma semana de comemorar 21 anos recebi algumas notícias que me tiraram o chão.
Começando pela mais fútil (e foi a última que recebi só pra completar o ciclo), um grande amigo colorido que é basicamente meu anjo e o príncipe encantado que toda menina sonhou está indo morar com uma menina que me odeia, e que eu odeio também. Já falei dele aqui e aqui (#1). O que é tão ruim nisso? É um fato consumado que vamos acabar nos afastando por causa da nova colega de casa dele :)
Seguindo pela ordem da mais fútil pra mais séria, descobri essa semana que minha cachorra ta com artrite ou artrose. Não sei bem a diferença das duas doenças mas sei que são nas articulações, no caso dela, das pernas e isso está fazendo ela não conseguir andar direito mais. Tudo bem, é uma pastor alemão capa preta de quase 13 anos. Mas não é nada fácil aceitar que a minha única companhia (sim, sou filha única) que cresceu comigo e dividiu tantos momentos está ficando velha, e a hora de ir embora ta chegando =/
(esse é o ponto do post que eu dou uma pausa pras lágrimas)
Uma outra notícia que baqueou não só a mim, mas também à minha mãe e ao meu pai foi a demissão da minha mãe de um dos empregos dela. Ela trabalha em dois, e isso não chega a ser o fim do mundo. Mas é uma notícia que desestabiliza emocionalmente e financeiramente o suficiente pra se dedicar mais algumas horas de choro.
E bom, por último e mais importante, temos a bomba da semana. A notícia que tirou meu chão, meu ar, metade de mim. Um amigo (que eu já citei aqui #2) e que eu poderia classificar facilmente como a paixão da minha vida ou o menino dos meus sonhos (não, ele não é o meu namorado) está doente. É, leucemia. Não sei quais são as chances de recuperação, não sei quanto tempo irá durar o tratamento, não sei de nada. A única coisa que sei é que dói. Dói saber que ele mora longe e não posso ir visitar ele agora, dói saber que ele tem 20 anos e corre risco de deixar uma vida toda pela frente completamente incabada. Dói. Dói muito. Uma dor que rasga o peito, lágrimas que arranham o rosto. Medo. Não da morte, da perda de alguém querido. "A minha vida acabou, eu não quero que você acabe com a sua, eu não tenho esse direito". Foi o que ele me disse quando eu disse que ia dar um jeito de ir lá ficar com ele. Não, a vida dele não acabou, e não vai. Eu não vou deixá-lo desistir. Ele não pode. Ele não vai.
Exagero. Drama. Desabafo. Lágrimas. Silêncio.
Cada um julga como quiser. Mais uma vez, eu só precisava falar.














